Vacina personalizada de mRNA com imunoterapia reduz em 42% o risco de morte ou retorno do melanoma

Fase 3 da Moderna e da MSD aponta que a vacina, associada à imunoterapia, também reduziu em 38% o risco de metástase; a empresa espera lançá-la a partir de 2027.

Por:
Moderna & MSD

Publicado em 23/10/2026, às 08:41

Atualizado há 1 dia

Vacina personalizada de mRNA com imunoterapia reduz em 42% o risco de morte ou retorno do melanoma

Um avanço histórico no tratamento do câncer de pele foi confirmado pelas farmacêuticas Moderna e MSD. Os dados finais da fase 3 dos testes clínicos mostraram que a vacina de mRNA personalizada (intismeran autogene), associada ao remédio imunoterápico Keytruda, reduziu em 42% o risco de morte ou de retorno do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

A combinação também diminuiu em 38% o risco de metástase, quando o tumor se espalha para outros órgãos. Dois anos após o início do tratamento, 82,2% dos pacientes que receberam a vacina continuavam sem qualquer sinal da doença, contra 70% do grupo que usou apenas a terapia convencional.

Como funciona a vacina personalizada?

Diferente das vacinas tradicionais contra doenças infecciosas, este imunizante não evita o aparecimento da doença. Ele é produzido sob medida para quem já teve o tumor retirado cirurgicamente.

O processo funciona em etapas:

  1. Mapeamento genético: os médicos analisam uma amostra do tumor retirado para identificar as mutações específicas daquele paciente;
  2. Produção da vacina: uma molécula de mRNA é criada com as instruções exatas dessas mutações (uma espécie de "impressão digital" do tumor);
  3. Ação no organismo: injetada no corpo, a vacina ensina o sistema imune a reconhecer e destruir as células cancerígenas.

Enquanto a vacina indica ao corpo exatamente quem deve ser atacado, o imunoterápico bloqueia as travas químicas que o tumor usa para se esconder das defesas do organismo.

Quando chega ao mercado?

Com os resultados comprovados no estudo envolvendo mais de 1,1 mil pacientes, as empresas preparam o pedido de aprovação regulatória nos Estados Unidos. A expectativa da Moderna é disponibilizar a tecnologia no mercado a partir de 2027. Os dados completos da pesquisa serão apresentados no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), em Madri.

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