Sósias de craques visitam crianças internadas no Hospital Infantil do Piauí

Em Teresina, a ação de humanização com sósias de craques levou acolhimento e leveza a crianças internadas e pacientes do ambulatório nesta quinta (25).

Publicado em 26/06/2026, às 16:06

Atualizado há 20 horas

Sósias de craques visitam crianças internadas no Hospital Infantil do Piauí
Sósias de atletas da seleção brasileira visitam pacientes no HILPSES Piauí (SESAPI)

Uma visita surpresa costuma bagunçar a rotina da casa. No Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP), em Teresina, nesta quinta-feira (25), a diferença foi ainda mais carinhosa: sósias de jogadores do futebol brasileiro apareceram para visitar crianças internadas e pacientes do ambulatório.

A cena foi tipo troca de turno em dia de jogo: os corredores, recepções e salas viraram arquibancada emocional por alguns momentos. O cuidado de humanização entrou como quem chega com história para contar, mas com organização e acolhimento. De acordo com a assistente social Nayara Leite, em cada área por onde os visitantes passaram houve olhares curiosos, risos espontâneos e surpresa.

Os sósias circularam por recepções, ambulatórios, salas de espera do centro cirúrgico, Unidade de Cuidados Especiais (UCE), enfermarias e leitos. E a semelhança com os atletas brasileiros foi reforçada pelo figurino: os sósias de Vinícius Júnior e Lucas Paquetá usavam camisas da Seleção Brasileira, enquanto os sósias de Pedro e Gabigol levavam uniformes do Flamengo.

O momento também conversa com o clima de Copa do Mundo, aproximando o universo do esporte da realidade de crianças em tratamento. Entre os instantes mais marcantes, houve abraços emocionados, crianças brincando com os visitantes e até autógrafos dos “jogadores”.

O que muda na prática

Na prática, a notícia não está só no susto bom. Ela está no que o hospital chama de cuidado integral, que vai além do procedimento médico.

A diretora-geral do HILP, Leiva Moura, explicou que o cuidado em saúde acontece no acolhimento, na escuta e na capacidade de transformar o ambiente hospitalar em um espaço mais leve. Ou seja: por alguns minutos, o tratamento perde o foco e o sorriso ganha espaço, o que também compõe a recuperação.

O ponto-chave aparece no impacto para quem vive o dia a dia do hospital. A visita foi organizada pela equipe multiprofissional e levou alegria aos profissionais de saúde e à equipe de humanização. E o sósia de Gabigol resumiu a sensação: a intenção era apenas brincar, mas o que ficou foi ver uma criança sorrindo em um momento difícil.

Para as famílias, a mudança foi imediata na memória. Ana Beatriz, mãe do paciente Antônio Murilo, disse que a visita deixou as crianças alegres por alguns instantes, fez a família vibrar e ajudou a “esquecer a dor”.

  • Objetivo: humanização com acolhimento e leveza no ambiente hospitalar
  • Como aconteceu: visitas por áreas como ambulatórios, UCE e enfermarias
  • Referências visuais: camisas da Seleção Brasileira e uniformes do Flamengo
  • Efeito relatado: sorrisos, interação e famílias descrevendo alívio emocional
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