Estado e Prefeitura de Curitiba liberam R$ 58,2 milhões para custeio de 14 hospitais do SUS

Parcelas mensais até dezembro, com R$ 34 milhões do Estado e R$ 24,2 milhões da prefeitura, sustentam hospitais que concentram 96% dos internamentos do SUS na cidade.

Publicado em 30/06/2026, às 17:44

Atualizado há 20 horas

Estado e Prefeitura de Curitiba liberam R$ 58,2 milhões para custeio de 14 hospitais do SUS
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

Se você usa o SUS em Curitiba, existe uma parte do cuidado que quase ninguém vê: o dinheiro que faz o hospital funcionar todo dia. Nesta terça-feira (30), o Estado e a Prefeitura destravaram R$ 58,2 milhões para reforçar o custeio (recursos para manter a rotina do serviço funcionando), com repasses organizados para chegar até dezembro.

A conta é dividida. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) libera R$ 34 milhões, e a Prefeitura de Curitiba complementa com R$ 24,2 milhões. Na prática, isso vira uma sequência de pagamentos mensais, para reduzir risco de interrupção do atendimento.

O passo administrativo que abriu a verba saiu da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB-PR) nº 209/2026. O documento trata do Limite Financeiro da Atenção de Média e Alta Complexidade (o teto de recursos para serviços mais especializados) e, no mesmo ato, autorizou repasses também para outros municípios do estado.

Para Curitiba, o efeito começa na segunda perna: o dinheiro fica disponível a partir desta quarta-feira (1º) para 14 hospitais, entre públicos e filantrópicos. Esses serviços respondem por 96% dos internamentos do SUS na cidade e somam 2.657 leitos.

Os números ajudam a entender a dimensão do que está em jogo. Em 2025, os hospitais concentraram 181.045 dos 188.128 internamentos registrados no sistema público de Curitiba.

O que muda na prática

Pensa em um ônibus de linha: ele não precisa só de uma boa rota, precisa de motor funcionando, peças no lugar e gente escalada para manter o trajeto. Em saúde, custeio funciona como esse “dia a dia” da operação: sustenta equipes e despesas para o atendimento continuar acontecendo.

Na rede que concentra a maior parte dos internamentos, o objetivo declarado é manter serviços contínuos e cobrir ações do cuidado. Entre as frentes citadas, estão atendimentos ao AVC, trauma e infarto, além de especialidades eletivas e áreas como oncologia e materno-infantil.

  • Público-alvo: serviços do SUS em urgência e emergência e Linhas de Cuidado Prioritárias
  • O que cobre: custeio para contratação de equipes e pagamento de consultas e exames
  • Para onde vai: atendimentos ao AVC, trauma e infarto, e também especialidades eletivas, oncologia e materno-infantil
  • Continuidade: manter atendimentos ininterruptos

E daí pra mim?

Se você depende do SUS em Curitiba, a consequência aparece no lugar em que a espera pesa: a sustentação da rede que concentra 96% dos internamentos, com recursos previstos para chegar mensalmente até dezembro.

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