Vacina experimental contra câncer de pâncreas gera resposta em 98,9%

Vacina experimental camupepimut (ELI-002 7P) estimula células de defesa em 98,9% dos pacientes com câncer de pâncreas avaliados em estudo. Pesquisa ainda busca comprovar impacto na sobrevida.Estudo de Fase 2 publicado na Nature Medicine mostra que imunizante camupepimut induz forte resposta imunológica em pacientes.

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Redação fisnews

Publicado em 05/11/2026, às 08:45

Vacina experimental contra câncer de pâncreas gera resposta em 98,9%

Os resultados de um ensaio clínico de Fase 2 demonstraram que uma vacina experimental contra o câncer de pâncreas obteve êxito ao induzir a reação do sistema imunológico na quase totalidade dos voluntários testados. Chamado de camupepimut (ELI-002 7P), o imunizante provocou resposta das células de defesa em 98,9% dos pacientes avaliados. Os achados foram publicados na revista científica Nature Medicine.

O estudo acompanhou 144 indivíduos diagnosticados com adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo de tumor de pâncreas mais prevalente. Todos os participantes já haviam passado por cirurgia de remoção do tumor e sessões de quimioterapia, iniciando o ensaio sem evidências de doença visíveis em exames de imagem.

Mecanismo de ação e foco no gene KRAS

No grupo de 96 participantes que receberam a vacina, 90 passaram por avaliação imunológica completa. Desse total, 89 apresentaram aumento expressivo na atividade de células T, especializadas em reconhecer e combater estruturas celulares alteradas.

A tecnologia da camupepimut foi formulada para treinar o organismo a identificar sete variações do gene KRAS. Mutações nesse gene estão presentes em cerca de 90% dos casos de adenocarcinoma pancreático e atuam favorecendo a proliferação e a sobrevivência das células tumorais.

Desafios na redução da recorrência

Apesar de conseguir acionar os mecanismos de defesa do organismo com alta eficácia, os pesquisadores ressaltam que o estudo ainda não demonstrou uma redução estatisticamente significativa no risco de retorno do tumor na totalidade da população analisada.

O tempo mediano livre de recorrência da doença ficou em 23,8 meses entre os pacientes imunizados, em comparação a 21,2 meses no grupo de controle. Isso indica que, embora a vacina desperte as células de defesa, novas etapas de pesquisa são necessárias para confirmar se o estímulo imunológico se traduzirá em ganhos reais de sobrevida a longo prazo.

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