Raras Health prepara laboratório nos EUA para baratear o sequenciamento de genoma

A Raras Health desenvolve laboratório genético nos EUA para reduzir o custo do sequenciamento a 10% do valor atual. A startup de IA atua na jornada diagnóstica de pacientes com doenças raras.Healthtech de doenças raras prepara laboratório nos EUA para reduzir o custo do sequenciamento de genoma a 10% do valor atual.

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Redação fisnews

Publicado em 03/11/2026, às 21:00

Raras Health prepara laboratório nos EUA para baratear o sequenciamento de genoma

A Raras Health, healthtech brasileira que utiliza inteligência artificial para organizar a jornada de pacientes com doenças raras, está desenvolvendo um laboratório genético nos Estados Unidos. A principal aposta da empresa é baratear o sequenciamento de genoma completo, um exame considerado decisivo para encurtar a saga do diagnóstico dessas condições.

Segundo o cofundador Dimas Timmers, o sequenciamento de um genoma custa atualmente perto de R$ 10 mil ao consumidor final. A proposta da startup é combinar sua tecnologia interna de análise de dados com a escala de suprimentos do mercado norte-americano para reduzir esse valor para cerca de 10% do preço praticado hoje no mercado.

O que muda para a jornada dos pacientes?

Pessoas com doenças raras enfrentam uma média de vários anos e consultas médicas sucessivas até obterem a confirmação diagnóstica. O próprio Timmers passou por cerca de 50 médicos ao longo de mais de 20 anos até identificar sua condição. A experiência pessoal motivou a criação da healthtech ao lado do médico pneumologista Alexandre Kawassaki, especialista no tema desde 2009.

A descentralização das análises e o ganho de escala com a unidade nos EUA visam facilitar a entrega de relatórios genômicos mais acessíveis para famílias brasileiras, agilizando a identificação de variantes genéticas raras com suporte de IA.

Como funciona a plataforma?

Lançada em maio de 2026, a Raras Health registra mais de 200 mil acessos mensais e atende centenas de usuários por dia. A startup construiu uma base de dados cobrindo mais de 10 mil doenças raras, além de mapear centros de referência e especialistas no país.

O atendimento ocorre por meio de uma plataforma digital e assistente virtual no WhatsApp, auxiliando na triagem de sintomas e organização de dados clínicos. A inteligência artificial analisa prontuários e levanta hipóteses diagnósticas para subsidiar a equipe médica, mas a confirmação final permanece sob responsabilidade dos profissionais de saúde. O modelo de negócio inclui planos de assinatura individuais (R$ 50 a R$ 500 mensais) e parcerias estratégicas com farmacêuticas, operadoras e governos.

Planos de expansão

Além da operação nos Estados Unidos, a healthtech avalia a expansão para Portugal. A meta comercial da empresa contempla faturar R$ 20 milhões em 2027 e alcançar a marca de R$ 100 milhões em receita até 2030.

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