Governo e Unicamp planejam programa para saúde da mulher na menopausa
27/10/2026, às 21:00
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/L/Y/B5OT61RS6AtTYuGC178Q/whatsapp-image-2026-10-27-at-14.46.47.jpeg)
O Ministério da Saúde iniciou negociações com professores do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para estruturar um novo programa nacional no Sistema Único de Saúde (SUS) voltado ao cuidado de mulheres na fase de transição para a menopausa e no climatério.
O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha durante visita ao campus da universidade, em Campinas (SP). O objetivo principal da política pública é garantir o acesso universal a terapias medicamentosas e exames diagnósticos fundamentais nessa fase da vida adulta.
Por que a Unicamp foi escolhida?
O CAISM já possui uma parceria histórica com a saúde pública brasileira, tendo sido pioneiro na implantação de novas técnicas para o exame Papanicolau e na coleta e identificação do vírus HPV na rede pública.
Como parte do novo programa, o governo estuda ampliar a oferta de exames de densitometria óssea pelo SUS. O equipamento é indispensável no acompanhamento do climatério para avaliar a perda de massa óssea, prevenir fraturas e identificar a osteoporose de forma precoce.
Expansão da Radiofarmácia para o país
Além das ações voltadas à saúde feminina, a visita técnica ao Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp serviu para avaliar a replicação de seu modelo de Radiofarmácia Clínica para outros estados brasileiros.
Os radiofármacos são medicamentos que combinam componentes radioativos para diagnóstico e tratamento direcionado de diversos tipos de câncer. Regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste enfrentam escassez dessas centrais de manipulação.
Na ocasião, também foi apresentado o SPECT/CT, um equipamento avaliado em R$ 8,6 milhões equipado com inteligência artificial para a geração de imagens tridimensionais do corpo. O HC da Unicamp é o primeiro hospital público da América Latina a contar com a tecnologia, que acelera o diagnóstico oncológico e reduz filas de espera.
