OMS aponta seis medidas climáticas e sanitárias para evitar 1,6 milhão de mortes

Estudo da OMS aponta que seis ações climáticas e de saneamento podem evitar 1,6 milhão de mortes e reduzir emissões de gases. Medidas geram retorno de R$ 4,6 trilhões em benefícios econômicos.Relatório da OMS mostra que ações contra poluição, calor e falta de saneamento podem salvar 1,6 milhão de vidas anualmente.

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Redação fisnews

Publicado em 06/11/2026, às 09:01

OMS aponta seis medidas climáticas e sanitárias para evitar 1,6 milhão de mortes

A ampliação de seis medidas estratégicas voltadas à saúde pública e ao combate às mudanças climáticas pode evitar cerca de 1,6 milhão de mortes por ano no mundo, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além do impacto na preservação de vidas, o estudo estima que as intervenções têm potencial para reduzir a emissão de 16,67 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano em equivalente de dióxido de carbono.

As projeções da entidade abrangem análises de cenários epidemiológicos e climáticos até 2075 em diversos países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Alemanha, China, Índia e África do Sul. Os resultados demonstram que investimentos em infraestrutura e políticas públicas ambientais reduzem drasticamente a pressão sobre os sistemas hospitalares.

As seis ações prioritárias apontadas pela OMS

O documento detalha intervenções de baixo e médio custo que conectam a infraestrutura urbana à prevenção de doenças:

  1. Sistemas de alerta de calor: Implementação de mecanismos para antecipar períodos de altas temperaturas e orientar a população.

  2. Acesso à água potável: Expansão de serviços de abastecimento seguro preparados para resistir a eventos climáticos extremos.

  3. Saneamento básico: Ampliação de instalações sanitárias adequadas para conter a contaminação e reduzir surtos diarreicos.

  4. Higiene das mãos: Garantia de estrutura para lavagem das mãos, prevenindo infecções respiratórias e gastrointestinais.

  5. Energia doméstica limpa: Substituição de fogões a lenha e combustíveis poluentes por alternativas menos nocivas à saúde respiratória.

  6. Revisão de impostos sobre combustíveis fósseis: Retirada gradual de subsídios a insumos poluentes e ajuste da tributação segundo o impacto ambiental.

Impacto dos combustíveis fósseis e benefícios econômicos

A alteração nas políticas de preços e subsídios aos combustíveis fósseis representa a maior fatia do impacto positivo, respondendo por cerca de 1,2 milhão de mortes evitadas anualmente. A redução da queima desses materiais diminui a incidência de acidentes vasculares cerebrais (AVC), infartos, câncer de pulmão e afecções respiratórias crônicas.

As outras cinco medidas somam a prevenção de aproximadamente 360 mil óbitos anuais ao proteger populações contra o calor extremo, doenças diarreicas e a poluição interna provocada por fumaça doméstica.

Do ponto de vista financeiro, a OMS calcula que o custo anual de implantação de cinco das seis medidas seja equivalente a R$ 194,45 bilhões. Contudo, o benefício econômico líquido estimado atinge R$ 4,63 trilhões ao ano. A conta considera a redução dos custos com internações médicas, o ganho de produtividade do trabalhador e a diminuição das desigualdades de saúde, especialmente nas nações de média e baixa renda.

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