SUS Curitiba libera R$ 58,2 milhões: hospitais garantem custeio até dezembro
Publicada em 30 de junho, 2026.
Atualizada em 30 de junho, às 18:03.
Se você usa o SUS em Curitiba, existe uma parte do cuidado que quase ninguém vê: o dinheiro que faz o hospital funcionar todo dia. Nesta terça-feira (30), o Estado e a Prefeitura destravaram R$ 58,2 milhões para reforçar o custeio (recursos para manter a rotina do serviço funcionando), com repasses organizados para chegar até dezembro.
A conta é dividida. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) libera R$ 34 milhões, e a Prefeitura de Curitiba complementa com R$ 24,2 milhões. Na prática, isso vira uma sequência de pagamentos mensais, para reduzir risco de interrupção do atendimento.
O passo administrativo que abriu a verba saiu da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB-PR) nº 209/2026. O documento trata do Limite Financeiro da Atenção de Média e Alta Complexidade (o teto de recursos para serviços mais especializados) e, no mesmo ato, autorizou repasses também para outros municípios do estado.
Para Curitiba, o efeito começa na segunda perna: o dinheiro fica disponível a partir desta quarta-feira (1º) para 14 hospitais, entre públicos e filantrópicos. Esses serviços respondem por 96% dos internamentos do SUS na cidade e somam 2.657 leitos.
Os números ajudam a entender a dimensão do que está em jogo. Em 2025, os hospitais concentraram 181.045 dos 188.128 internamentos registrados no sistema público de Curitiba.
O que muda na prática
Pensa em um ônibus de linha: ele não precisa só de uma boa rota, precisa de motor funcionando, peças no lugar e gente escalada para manter o trajeto. Em saúde, custeio funciona como esse “dia a dia” da operação: sustenta equipes e despesas para o atendimento continuar acontecendo.
Na rede que concentra a maior parte dos internamentos, o objetivo declarado é manter serviços contínuos e cobrir ações do cuidado. Entre as frentes citadas, estão atendimentos ao AVC, trauma e infarto, além de especialidades eletivas e áreas como oncologia e materno-infantil.
- Público-alvo: serviços do SUS em urgência e emergência e Linhas de Cuidado Prioritárias
- O que cobre: custeio para contratação de equipes e pagamento de consultas e exames
- Para onde vai: atendimentos ao AVC, trauma e infarto, e também especialidades eletivas, oncologia e materno-infantil
- Continuidade: manter atendimentos ininterruptos
E daí pra mim? Se você depende do SUS em Curitiba, a consequência aparece no lugar em que a espera pesa: a sustentação da rede que concentra 96% dos internamentos, com recursos previstos para chegar mensalmente até dezembro.

