Estudo defende que exercício físico deve ser receitado para a saúde cerebral

Pesquisadores recomendam que o exercício físico seja prescrito como tratamento médico para a saúde cerebral e mental.Artigo na Brain Health defende que atividade física precisa de prescrição médica com dosagem e frequência como um remédio.

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Redação fisnews

Publicado em 06/11/2026, às 08:57

Estudo defende que exercício físico deve ser receitado para a saúde cerebral

Pesquisadores dos departamentos de psiquiatria das universidades de Ottawa e de Toronto, no Canadá, defendem que a prática de atividade física deixe de ser tratada como uma simples recomendação de estilo de vida e passe a ser formalmente receitada como tratamento médico para a saúde cerebral. O estudo, publicado na revista científica Brain Health, aponta que a intervenção prescrita traz benefícios estruturais e funcionais ao cérebro.

A abordagem científica argumenta que a saúde cerebral envolve a preservação das funções cognitivas, emocionais e comportamentais ao longo da vida. A análise de ensaios clínicos demonstra que o exercício aeróbico atua diretamente na vascularização, no equilíbrio metabólico, no controle de processos inflamatórios e na neuroplasticidade, sendo capaz inclusive de aumentar o volume do hipocampo anterior e aprimorar a memória.

Dosagem e estruturação como um medicamento

A publicação científica sustenta que o exercício físico deve ser acompanhado de um plano terapêutico formal. Em vez de conselhos genéricos ministrados ao final das consultas, a orientação médica deve especificar o tipo de modalidade, a frequência semanal, a intensidade ideal, a duração de cada sessão, os cuidados de segurança e as metas de acompanhamento contínuo, espelhando a estrutura de uma receita medicamentosa.

Revisões de ensaios clínicos indicam que modalidades como caminhada, corrida, ioga e treinos de força reduzem os sintomas da depressão, do sofrimento psicológico e da ansiedade, apresentando respostas mais expressivas em atividades de intensidade moderada a alta.

Impacto em doenças mentais graves e diretrizes

O estudo dedica atenção aos pacientes com esquizofrenia e outros transtornos psiquiátricos graves, populações que apresentam elevados índices de sedentarismo e complicações cardiometabólicas. Nesses quadros, a atividade física atua de forma simultânea nos sintomas psiquiátricos, na cognição e no condicionamento físico geral.

Para o manejo da depressão, em que a falta de motivação interfere no início das atividades, os pesquisadores recomendam metas progressivas. Pequenas intervenções iniciais, como caminhadas curtas de cinco minutos, exercícios adaptados em cadeiras ou tarefas cotidianas ativas — auxiliam na construção da autoeficácia e no estabelecimento de hábitos sustentáveis.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que adultos pratiquem entre 150 e 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, ou de 75 a 150 minutos de exercícios intensos, combinados com fortalecimento muscular em dois ou mais dias da semana.

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