Casos de Mpox chegam a 665 no Brasil em 2026, com queda de 94% ante 2022
Publicado em 03/11/2026, às 21:00
O Brasil registrou 665 casos de Mpox ao longo de 2026, segundo o balanço mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde. O volume representa uma queda expressiva de 94% quando comparado ao surto enfrentado em 2022, ano em que o país notificou 10.821 ocorrências da doença.
De acordo com a pasta, a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) mantém a vigilância ativa em conjunto com estados e municípios para monitorar a circulação viral e garantir diagnóstico e suporte clínico.
Alta localizada no Rio de Janeiro e envio de vacinas
Apesar do cenário nacional desacelerado, a cidade do Rio de Janeiro apresentou uma elevação acentuada recente. Dados do Observatório Epidemiológico municipal apontam 74 casos de Mpox acumulados entre setembro (45) e outubro (29) de 2026. O total é sete vezes superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025, quando a capital fluminense teve dez infecções.
Em resposta ao surto localizado, o Ministério da Saúde anunciou o envio de lotes adicionais de vacinas contra a Mpox para o Estado do Rio de Janeiro. A medida busca conter a disseminação local e preparar a rede assistencial para o aumento do fluxo turístico de fim de ano. A imunização segue restrita aos grupos prioritários estabelecidos pelas autoridades sanitárias.
Transmissão, sintomas e cuidados
Causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, a Mpox é transmitida prioritariamente pelo contato direto pele com pele, fluidos corporais, lesões e secreções respiratórias em contato próximo e prolongado, além do contágio por via sexual.
Os sintomas característicos englobam febre, mal-estar, dores musculares, ínguas (linfonodopatia) e lesões cutâneas que evoluem em fases até a formação de crostas. O tratamento baseia-se no suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de infecções secundárias na pele, sendo o isolamento dos infectados a principal forma de quebrar a cadeia de transmissão.
