Câncer de próstata mata 50 homens por dia no Brasil, alerta a SBU
Publicado em 04/11/2026, às 16:52

Cerca de 18,5 mil homens morreram no Brasil em 2025 vítimas de câncer de próstata — o equivalente a 50 mortes por dia. Os dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), acendem um alerta sobre a saúde masculina na abertura da campanha Novembro Azul.
O volume total de óbitos registrado no ano passado representa um crescimento de 20% em comparação com os números de dez anos atrás. Para este ano, as projeções oficiais indicam mais de 77 mil novos diagnósticos no país, consolidando esse tumor como o mais frequente entre a população masculina.
O risco do diagnóstico tardio
A busca ativa por exames preventivos é o fator decisivo para o sucesso do tratamento. Quando descoberto ainda na fase inicial, o câncer de próstata apresenta 90% de chances de cura. O principal obstáculo, no entanto, é o caráter assintomático da doença no começo.
Manifestações clínicas como dores ósseas, presença de sangue na urina ou no sêmen, fluxo urinário fraco ou interrompido e disfunção erétil surgem apenas em estágios mais avançados. Esperar pelo aparecimento desses sinais reduz drasticamente as possibilidades de intervenção curativa.
Diretrizes para a avaliação de rotina
A investigação preventiva depende da combinação de dois exames complementares de rotina:
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Dosagem de PSA: Exame de sangue que mede a presença do antígeno prostático específico.
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Toque retal: Avaliação física que permite checar o tamanho, a consistência e a presença de nódulos na glândula.
A recomendação geral das diretrizes médicas é que homens procurem a avaliação urológica a partir dos 50 anos. Já para indivíduos pertencentes a grupos de maior risco — como homens negros, obesos ou com histórico familiar de câncer de próstata —, o rastreamento deve ser iniciado mais cedo, aos 45 anos.
Avanços no tratamento e novas tecnologias no SUS
O arsenal terapêutico para o combate à doença registrou importantes avanços regulatórios. A cirurgia de remoção da próstata assistida por robô foi oficialmente incorporada à rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Paralelamente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) validou duas novas modalidades de procedimentos minimamente invasivos:
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Ultrassom focado de alta intensidade (HIFU): Aplica ondas ultrassônicas direcionadas ao ponto exato da lesão para destruir o tecido tumoral por meio de calor.
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Crioablação: Utiliza agulhas de calibre fino introduzidas na próstata para injetar gás congelante e causar a morte das células cancerígenas.
