Junina no Hospital da Mulher do Pará: quadrilha para reduzir ansiedade
Publicada em 30 de junho, 2026.
Atualizada em 30 de junho, às 02:00.
Entrar num hospital antes de um procedimento costuma acelerar o coração. No Hospital da Mulher do Pará (HMPA), a equipe decidiu trocar o clima de tensão por um respiro junino, com cuidado pensado para pacientes internadas e também para quem acompanha.
No domingo 28, profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, em parceria com a Comissão de Humanização da unidade, organizaram a atividade no Espaço de Convivência. O encontro teve apresentação do grupo Resenha Junina, com música, dança e uma tradicional quadrilha junina.
A ideia foi mais do que celebrar o mês: a programação trouxe momentos de acolhimento, descontração e apoio emocional durante o tratamento. Para manter a festa com cara de casa, também houve mingau, pipoca e suco, tudo seguindo as dietas elaboradas pela cozinha hospitalar. A interação ainda contou com bingo, ajudando o grupo a participar junto.
Pense na junina como uma “mesa posta” de hospitalidade de interior: é aquele momento em que a sala de espera vira conversa e o tempo parece render. No HMPA, a analogia funciona como cenário para o emocional respirar, enquanto o cuidado segue acontecendo no ritmo do tratamento.
O que muda na prática
Para quem está internada, a ação aparece como tranquilidade num período sensível. A pedagoga Janie Moura, de 52 anos, estava no hospital para um procedimento e relatou que a experiência fez diferença no bem-estar. Ela descreveu a iniciativa como “realmente humanizada” e “terapêutica”, destacando que ajudou “muito psicologicamente e até fisicamente”, além de melhorar o clima no leito.
Outra participante foi a dona de casa Tatiana Farias, de 44 anos, moradora de Santa Antônio do Tauá, no nordeste paraense. Internada para cirurgia de histerectomia, ela contou que participar do momento ajudou a reduzir a ansiedade antes do procedimento. Para ela, foi uma “surpresa muito boa”, que a deixou mais tranquila e animada.
A coordenadora das equipes de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do HMPA, Clara Martins, explicou que a humanização é uma forma de cuidar e que oferecer momentos de lazer, interação e acolhimento fortalece o lado emocional e pode favorecer a recuperação. O foco, segundo ela, é olhar para cada mulher em suas necessidades.
- Rótulo: Dia da ação - 28
- Rótulo: Participação - pacientes internadas e acompanhantes
- Rótulo: Atividades - quadrilha, música e bingo
- Rótulo: Foco - acolhimento e apoio emocional durante o tratamento
No hospital, as ações de humanização seguem como parte dos pilares do cuidado, voltadas ao bem-estar físico, emocional e social das pacientes. No fim, é aquele tipo de iniciativa que aterra o “e daí pra mim?”: se a ansiedade diminui e o ambiente pesa menos, o tratamento ganha mais espaço para acontecer com dignidade.

