Conscientização sobre bronquiolite e vírus sincicial cresce entre gestantes
Publicado em 04/11/2026, às 16:55

A percepção e o nível de informação das gestantes brasileiras sobre o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a bronquiolite registraram um avanço expressivo nos últimos dois anos. O percentual de grávidas que declaram conhecer ou já ter ouvido falar sobre o vírus subiu de 58% em 2024 para 70% em 2026, segundo dados de um levantamento do Instituto Ipsos-Ipec feito com 530 mulheres de 18 a 45 anos em todas as regiões do país.
A bronquiolite passou a ser apontada como a doença infectocontagiosa que mais preocupa as gestantes, citada por 60% das entrevistadas. Além disso, 46% reconhecem que o quadro pode evoluir com gravidade, trazendo risco de hospitalização e complicações graves para recém-nascidos e idosos.
O papel da vacinação no pré-natal
Incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2025, a vacina contra o VSR aplicada em gestantes permite a transferência direta de anticorpos da mãe para o bebê através da placenta, garantindo proteção contra a bronquiolite nos primeiros meses de vida — período em que a infecção é uma das principais causas de internação infantil.
Embora 72% das entrevistadas saibam que existe um calendário vacinal específico para a gestação, a pesquisa aponta gargalos na informação:
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Falta de conhecimento sobre a oferta: 46% das gestantes do Sudeste e 38% das regiões Norte e Centro-Oeste ainda desconhecem que a prevenção contra o VSR é oferecida gratuitamente na rede pública.
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Dúvidas sobre a proteção do bebê: 31% não associam a vacinação materna à imunização preventiva do recém-nascido.
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Conceitos equivocados: 25% acreditam que devem seguir apenas as vacinas indicadas para a sua faixa etária, sem considerar a imunização gestacional.
Recomendação médica e adesão
A indicação médica durante as consultas de rotina tem sido o principal motor para a ampliação da cobertura vacinal. O índice de gestantes que relatam ter recebido a recomendação do profissional de saúde subiu de 77% em 2024 para 88% em 2026.
Entre as grávidas que recebem a orientação no consultório, 96% afirmam cumprir ou ter a intenção de seguir a imunização recomendada, ressaltando o pré-natal como o momento decisivo para esclarecer dúvidas e garantir a proteção de mães e bebês.
