UTI pediátrica do HILP reforça treino de residentes para proteger crianças graves

Ações de integração entre março e maio reduzem falhas de comunicação e evitam infecções em leitos críticos.

Publicado em 23/05/2026, às 21:00

Atualizado há 14 dias

UTI pediátrica do HILP reforça treino de residentes para proteger crianças graves
SESAPI

Para uma bateria de escola de samba levar nota máxima na avenida, não adianta ter apenas o melhor mestre. Cada ritmista precisa tocar exatamente no mesmo tempo do outro, sem atravessar o samba.

Na UTI e na Unidade de Cuidados Especiais do Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP), a dinâmica é rigorosamente idêntica. Salvar vidas exige sintonia fina e um trabalho extremamente coordenado de toda a equipe médica.

Por isso, entre os meses de março e maio, os profissionais do Programa de Residência em Atenção à Terapia Intensiva (PRMATI) passaram por uma maratona de capacitação prática e estudos de casos reais. O objetivo é ajustar cada detalhe do atendimento aos pequenos pacientes em estado grave.

O cronograma cobriu desde técnicas para evitar infecções até a chamada monitorização hemodinâmica (procedimento que acompanha de perto a circulação sanguínea e a pressão do paciente). Os residentes também praticaram o manuseio de suporte ventilatório (aparelhos de respiração artificial) e o uso seguro de dispositivos invasivos.

Segundo a diretora-geral do HILP, Leiva Moura, os exercícios priorizaram a segurança das crianças e o preenchimento correto dos registros clínicos multiprofissionais (documentos que reúnem o histórico de cuidados de toda a equipe).

Como em um ensaio geral na quadra de samba, a rotina diária promoveu debates constantes entre os alunos e os preceptores (profissionais experientes que guiam os residentes), além de integrar assistentes de saúde de várias áreas.

A coordenadora da UTI do hospital, Patrícia Farias, explica que essa união é indispensável para aliar rigor científico ao acolhimento das famílias.

O que muda na prática

Quando as equipes de saúde atuam em perfeita harmonia, o hospital funciona melhor e o paciente ganha em segurança. Na prática, os impactos diretos são:

  • Prevenção de riscos: Protocolos rígidos para diminuir o risco de infecções ao instalar tubos e outros aparelhos invasivos.
  • Sintonia médica: Discussão integrada de casos clínicos reunindo diferentes especialistas ao redor do leito.
  • Registro blindado: Anotações integradas que evitam falhas de comunicação entre médicos, enfermeiros e demais profissionais de assistência.
  • Profissionais prontos: Especialistas treinados especificamente para agir sob pressão em casos pediátricos altamente complexos.

Assim como na Sapucaí, onde o ritmo coordenado garante o troféu, no ambiente hospitalar essa sincronia protege a saúde infantil e garante um atendimento seguro do início ao fim.

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