Declínio cognitivo: 5 hábitos para evitar e proteger a saúde do cérebro
27/10/2026, às 21:00

Proteger a memória, a agilidade mental e prevenir o declínio cognitivo exige cuidados diários com a rotina. O neurologista colombiano Leonardo Bello elencou cinco hábitos e aspectos práticos que devem ser evitados ou mantidos sob controle para preservar a estrutura e o funcionamento do cérebro ao longo do envelhecimento.
Segundo o especialista, pequenas mudanças no estilo de vida influenciam diretamente a neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de criar novas conexões e manter seu volume preservado.
1. Dormir menos de seis horas por noite
O repouso adequado é essencial para a reparação do organismo e a consolidação da memória. É durante o sono profundo que o cérebro fixa as informações aprendidas no dia e limpa resíduos metabólicos. Dormir menos de seis horas compromete a formação de novas conexões neurais.
2. Sedentarismo e uso de "oxigenadores" falsos
O médico alerta que suplementos ou produtos comercializados como "oxigenadores cerebrais" não cumprem o que prometem. O verdadeiro e único oxigenador natural do cérebro é a atividade física regular, que estimula a circulação sanguínea e melhora a saúde metabólica do órgão.
3. Manter o estresse crônico
Enquanto o estresse agudo é uma resposta pontual do corpo, o estresse crônico — que se arrasta por meses decorrente de preocupações ou ambientes tóxicos — é extremamente danoso. A exposição contínua a hormônios do estresse, como o cortisol, pode corroer conexões sinápticas cruciais.
4. Fazer refeições grandes e frequentes
Comer grandes quantidades de comida muitas vezes ao dia (mais de cinco refeições volumosas) pode desencadear disfunção na regulação da insulina. Estudos recentes apontam que distúrbios de insulina no organismo têm forte ligação com o declínio cognitivo acelerado e o aumento do risco de Alzheimer.
5. Parar de aprender coisas novas
O único ponto positivo enfatizado pelo neurologista é a necessidade de nunca interromper o aprendizado. Adquirir novos conhecimentos — seja aprendendo um idioma, fazendo cursos de arte ou consumindo conteúdos educativos — gera conectividade e aumenta a reserva cognitiva, sendo a principal defesa contra o envelhecimento cerebral e as demências.
