Internações do SUS: Hospital Getúlio Vargas bate recorde de aprovação em faturamento

A queda nas falhas de faturamento acelera a liberação de recursos essenciais para custear os tratamentos na rede pública.

Publicado em 28/05/2026, às 21:00

Atualizado há 2 meses

Internações do SUS: Hospital Getúlio Vargas bate recorde de aprovação em faturamento
SESAPI

Sabe quando você envia a declaração do Imposto de Renda e torce para não cair na malha fina por causa de um dígito errado? Nos hospitais públicos, a lógica é parecida para receber os repasses federais.

O Hospital Getúlio Vargas (HGV) bateu seu recorde histórico ao aprovar mais de 98% das internações de pacientes pelo SUS em abril de 2026.

Na prática, a unidade reduziu o índice de rejeição das chamadas AIHs (Autorizações de Internação Hospitalar, os documentos necessários para pagar os atendimentos) para apenas 1,44%. O desempenho é o melhor já registrado pela instituição no SIH/SUS (Sistema de Informações Hospitalares do SUS, a plataforma que gerencia as internações).

Para evitar que as contas do hospital ficassem presas na malha fina da burocracia, as equipes do HGV trabalharam em conjunto com a Ducara (Diretoria de Unidade de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria), vinculada à Sesapi.

A evolução dos indicadores mostra o resultado desse pente-fino em 2026:

  • Janeiro de 2026: 6,65% de rejeição
  • Fevereiro de 2026: 6,36% de rejeição
  • Março de 2026: 2,39% de rejeição
  • Abril de 2026: 1,44% de rejeição

Das 1.043 autorizações apresentadas pelo hospital em abril, 1.028 foram aprovadas.

  • Estratégia adotada: auditoria prévia, visitas técnicas ao faturamento e validação de dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, o banco de dados oficial de postos e hospitais)
  • Foco interno: trabalho multiprofissional para garantir o preenchimento correto dos prontuários do início ao fim da internação
  • Objetivo principal: redução de glosas (faturamentos recusados por erros administrativos) e maior eficiência na gestão do dinheiro público

O que muda na prática

O ponto-chave é que, ao preencher as informações de forma correta desde a entrada do paciente até a alta, o hospital evita o bloqueio de verbas federais. O gerente de controle da Ducara, Leonardo Duailibe, e a diretora-geral do HGV, Nirvania Carvalho, explicam que esse alinhamento garante que o dinheiro do SUS retorne de forma segura para o custeio do tratamento dos pacientes. Ou seja, menos burocracia significa mais recursos para manter os serviços de saúde funcionando.

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