Mpox: Ministério da Saúde vai comprar 20 mil doses de vacina, que tem um único fabricante no mundo
Publicado em 06/11/2026, às 08:50
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/j/6/cxHv3cS7iPqxSTJtDAsw/adobestock-922732418.jpeg)
O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). A aquisição será feita pelo Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), mecanismo de compras conjuntas de vacinas, e foi alinhada em reunião na quarta-feira (4).
Segundo o ministério, a compra é preventiva e busca garantir a capacidade de resposta do SUS diante de possíveis mudanças no cenário da doença. Na mesma quarta-feira, a pasta enviou mais 2 mil doses ao Rio de Janeiro, onde os casos aumentaram nos últimos meses. Com a remessa, o estado recebeu 3,5 mil doses em 2026.
Por que a vacina é difícil de distribuir?
Em publicação no Instagram, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a vacina tem restrições de produção e de armazenamento. "Além de existir apenas um fabricante mundial, o que limita a disponibilidade em todo o mundo, a vacina tem manejo complexo: precisa ficar congelada a -20 ºC, o que dificulta o estoque nos municípios, e, depois de descongelada, as doses precisam ser aplicadas em até 4 semanas. Importante destacar que a vacinação não ocorre na UBS, é feita em Centros de Referência de Imunização", escreveu.
Como está a doença no país?
O Brasil confirmou 665 casos de mpox em 2026, número 94% menor que o de 2022, quando o país enfrentou um surto e registrou mais de 10 mil casos. Apesar da queda, o ministério considera necessário manter a vigilância e garantir vacinas para atender os estados.
Quem pode se vacinar?
A vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células/mm³, grupo com maior risco de formas graves. As doses remanescentes podem ser aplicadas em pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 abaixo de 200, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.
O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias. A orientação do ministério é que essas pessoas procurem o centro de referência onde já fazem acompanhamento para se cadastrar e agendar a vacinação.
A vacina também pode ser usada depois do contato com o vírus, de preferência nos primeiros quatro dias. Ela pode ser aplicada em até 14 dias, mas, nesse intervalo, a proteção contra a infecção é menor.
Quando procurar atendimento?
Febre, aumento dos gânglios (ínguas) e lesões ou bolhas na pele são sinais que merecem avaliação em um serviço de saúde. Quem teve contato próximo com um caso suspeito ou confirmado também deve procurar atendimento para avaliar o risco de exposição.
