Oncoclínicas atinge 61,6% de adesão para plano de R$ 5,7 bi em dívidas
Publicado em 02/11/2026, às 21:00

A Oncoclínicas do Brasil (ONCO3) alcançou a adesão de 61,6% de seus credores ao plano de recuperação extrajudicial, superando a marca mínima exigida pela legislação para solicitar a homologação do processo na Justiça. O apoio formal abrange R$ 3,5 bilhões em obrigações, dentro de um passivo total a ser reestruturado de R$ 5,7 bilhões (desconsiderando operações entre empresas do grupo).
O avanço na negociação ocorreu após acertos com blocos estratégicos, como a Oncoprod, o BTS Goiânia (Grupo Cedro) e a aprovação formal por detentores de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) em assembleias realizadas na última semana.
Votação de debenturistas e projeção de alta
Segundo a diretoria da companhia, o alinhamento com os credores avançou significativamente desde o protocolo da nova minuta do plano. Os debenturistas realizam novas convocações e assembleias que podem adicionar até 13 pontos percentuais ao plano, elevando o quórum total de adesão para aproximadamente 75%.
O executivo financeiro (CFO) da Oncoclínicas, Maurício Hasson, destacou que a estrutura foi projetada para abranger a totalidade das dívidas: "O plano foi feito para ter adesão de 100%", demonstrando otimismo no posicionamento favorável dos debenturistas.
Celeridade na homologação e fornecedores
De acordo com o presidente (CEO) da companhia, Carlos Gil, a expectativa é de que o trâmite de homologação judicial ocorra de forma célere.
A Oncoclínicas informou ainda que a operação voltada ao financiamento e regularização do fluxo com fornecedores começará a ser executada antes mesmo da homologação final, seguindo as diretrizes pactuadas no documento de reestruturação. A medida busca preservar a cadeia de suprimentos farmacêuticos e garantir a continuidade da assistência nas unidades médicas da rede pelo país.
