Rio registra alta de Mpox e Ministério da Saúde envia mais vacinas
Publicado em 02/11/2026, às 21:00
Atualizado há 2 horas

A proliferação da Mpox no Estado do Rio de Janeiro atinge patamares de alerta epidemiológico. Dados atualizados do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs-RJ) indicam que o estado acumula 211 casos confirmados em 2026 — um salto de 77% em comparação a todo o ano de 2025, quando foram notificados 119 diagnósticos positivos.
A capital fluminense é o principal foco de transmissão, com 74 infecções registradas apenas nos últimos dois meses, segundo o Observatório Epidemiológico municipal. Outros 119 casos suspeitos permanecem sob investigação laboratorial pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ).
Reforço de vacinas e vigilância
Em resposta ao cenário fluminense, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou o envio de um lote suplementar de vacinas ao Rio de Janeiro. A pasta ressaltou que o Brasil contabiliza 665 casos no ano, um quadro sob controle e distante do surto vivenciado em 2022, quando o país superou 11 mil infecções.
A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não é aplicada de forma massiva ou de rotina. As doses são voltadas a perfis específicos:
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Profissionais de laboratório que manuseiam o vírus;
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Pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão grave;
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Indivíduos que tiveram contato direto de médio ou alto risco com doentes suspeitos ou confirmados.
Formas de contágio e sinais de alerta
A infecção provocada pelo vírus monkeypox manifesta sintomas entre 3 e 21 dias após a exposição. O quadro clínico inclui febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, calafrios, cansaço e o aparecimento de lesões na pele que progridem de manchas a bolhas dolorosas.
A transmissão ocorre prioritariamente pelo contato físico direto com as feridas e mucosas de uma pessoa infectada, por secreções corporais, por gotículas respiratórias em conversas muito próximas e pelo compartilhamento de roupas, toalhas e lençóis.
Recomendações de prevenção da SES-RJ
A autoridade sanitária estadual recomenda evitar qualquer contato com lesões suspeitas ou relações sexuais ao apresentar sintomas. Caso surjam feridas ou ínguas, a orientação é buscar atendimento médico imediato e manter o isolamento até a completa recuperação e cicatrização da pele.
